terça-feira, 28 de junho de 2016

Corpos para um Vitral de Ana Júlia Poletto

Editora: Novos Talentos  
ISBN: 9788576798620  
Ano: 2012  
Classificação: 
Onde Comprar:

Puxe uma cadeira e sente. Melhor: vá para a cama, ajeite os travesseiros e recoste com toda calma. 
Elimine a pressa, os pensamentos velozes: não quero isso. Se tiver coragem, encomende um caixão, deite nele, entre velas e suspiros. Respire fundo. Não, não morra. Não ainda. Prevejo uma vida muito longa para você. Por que o caixão? Porque não quero pressa. Quero que você deixe até a morte de lado, ou dentro, ou com você. Quero seus olhos só para mim, minha é agora sua atenção, sua vida me pertence. Mas não utilize como parâmetros o meu longe-perto-longo-curto, porque meu tempo é outro. 
Corpos para um vitral é uma coletânea de contos que convida-o a enveredar pelo mundo das palavras, do significado, da compreensão.


Bom Dua Leitores,

Trago hoje para vocês a resenha do livro da querida amiga Ana Julia Poleto. Conheci ela em uma das oficinas de escrita que realizei no ano passado, e ficamos amigas compartilhando algumas ideias.Tive o prazer de ler o livro dela "Corpos para um Vitral" e hoje trago minha opinião para vocês.

Primeiro devo comentar que o livro da Ana Julia, não é um livro como esses que estamos acostumados a ler. Ele não tem um roteiro de início, meio e fim, e uma história fixa. Eu o categorizo como aqueles livros que realmente te fazem pensar, onde cada parágrafo deve ser degustado de forma lenta e com atenção, para que as palavras façam sentido e realmente alcancem seu propósito.

No livro somos apresentados a uma personagem especial, e em cada capítulo a reencontramos. Ela pede nossa companhia para que possamos ajudá-la a encontrar as suas "peças", peças de um quebra-cabeça desmontado, e para isso somos levados a cada capítulo do livro, onde são tratados os mais diversos temas que nos fazem pensar sobre o sentido de várias coisas.

A parte que mais me chamou atenção foi quando ela nos apresenta a formula "NOS" p=d+e+1, ou seja, perfeição = dizer + entender + 1. Se pararmos para pensar a fundo nessa fórmula podemos relacionar vários acontecimentos de nossa vida.

Quantas vezes falamos coisas sem sentido para as pessoas e nos arrependemos depois?
Quantas vezes entendemos o que bem queremos sem que isso seja realmente a verdade?

Isso tudo sempre causa muita briga e transtornos. 

Essa parte realmente me marcou e achei muito inteligente da autora nos expor isso.

Além disso, é claro temos outras divagações filosóficas que nos fazem pensar na vida e no seu verdadeiro sentido. 

Um livro que deve ser lido por todos e acima de tudo apreciado.

Recomendo!

SOBRE A AUTORA
Nascida em 25 de julho de 1975, Mestre em Teoria Literária pela UFSC, ANA JÚLIA POLETTO sempre foi apaixonada pela escrita. Se existe algum mundo em que acredita, este é o da Literatura. Publicou Em dois tempos, livro de poesia a quatro mãos com Maria Eugênia Nithael Poletto; e, a várias mãos, Os mandamentos do Não, coletânea de contos desenvolvidos na Oficina Literária ministrada por José Clemente Pozenato. Atualmente é funcionária pública.

sábado, 25 de junho de 2016

CineKriativa: Como ser solteira

Título Original: How to be Single
Direção: Christian Ditter
Roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein
Gênero:Comédia, Romance
Duração: 110 min.
Distribuidor: Warner Bros. Pictures
Ano: 2016
Classificação

Alice (Dakota Johnson) acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra metade. Para sua sorte, ela tem uma animada amiga (Rebel Wilson) especialista na vida noturna de Nova York, que passa a ensiná-la como ser solteira.



Hoje trago a resenha de um filme muito divertido que estreou esse mês nos cinemas. Gostamos muito de comédias românticas e estávamos afim de dar boas risadas então o filme serviu a seu propósito.

Em Como ser Solteira acompanhamos a vida de quatro mulheres que tem uma coisa em comum, estão passando pela fase de solterice.


Alice, a protagonista principal, está em um relacionamento de muitos anos, porém sente que deixou passar alguma coisa importante na sua vida, então decide "pedir um tempo" para seu namorado. Ele não gosta muito dessa decisão, afinal já está acostumado com ela. Porém, ela insiste, pois está curiosa sobre a vida de solteira.




A irmã de Alice, Meg, é uma médica bem sucedida, porém não possui nenhum relacionamento. Ela é ginecologista e vive trazendo bebês ao mundo, e claro que um deles teria que mexer com seu instinto maternal, ela quer ser mãe! Mas como poderá fazer isso sozinha?



Alice se muda para o apartamento da irmã em Nova York e começa a trabalhar em um escritório de advocacia onde conhece a amiga, Robin, que é uma especialista em vida noturna. Se tem alguém que sabe como ser solteira é ela. E ela pretende ensinar todos as artimanhas para Alice. 


Começando por um dos famosos bar da cidade, onde conhecem Tom, um solteirão convicto que não quer saber de namoro, e sabe o que falar para as mulheres ficarem a seus pés, ou pelo menos acha isso. Lucy é vizinha de Tom, muito inteligente, bolou um algoritmo onde ela pretende achar o parceiro perfeito em um chat de relacionamento, mas para isso ela precisa de internet, e bem acaba "roubando" a internet de Tom para isso, frequentando seu bar e escutando os "conselhos amorosos" do mesmo.




Quatro mulheres bem diferentes, cada uma vivendo ao seu modo e tentando descobrir o que as faz feliz.

Achei esse filme muito interessante temos vários pontos de vista em relação aos relacionamentos, mas então, é bom ser solteiro ou não é?

No meu ponto de vista, depende da situação. Existe os prós e contras da vida de solteiro, e isso para mim está ligado ao que a pessoa quer viver no momento. Se você quer fazer festa, não dar explicações para ninguém e aproveitar o que a noite tem a oferecer, bom a "solterice" é uma boa pedida. Porém, se você quer alguém para te acompanhar e um colchão quente a noite, talvez esteja na hora de se acomodar. Porém, acima disso tudo, acredito fielmente que o que realmente vale é a pessoa estar de bem consigo mesmo. Não é uma pessoa que vai te fazer feliz, é você mesmo. Como tentamos encontrar sempre a felicidade e perfeição no outro, se nem encontramos em nós mesmos para começo de conversa?

Voltando um pouco ao filme, não gostei muito da Dakota no filme, talvez ela tenha me lembrado muito de uma Srta Steel de outro filme, porque o personagem é idiota igual. Muito insegura em relação a si, sem saber o que quer, abrindo as perninhas para o primeiro que mostra os dentes, sinceramente tive vontade de surrar ela e perguntar "o que você está fazendo???". 

Já sua irmã, Meg é um personagem mais interessante,decidida do que quer, ela não mede esforços para conseguir, e se o relacionamento chegar ele será apenas um "complemento" para sua felicidade. 

Lucy, acredito ter sido um personagem meio maluco, ela vem nos mostrar que o amor pode estar nos lugares que menos esperamos. 

Mas devo confessar que meu troféu "joinha" vai para Robin, com certeza, ela é a responsável por várias risadas no filme, e realmente guarda várias surpresas, não tem como não se divertir e dar risadas com suas aparições.


É um bom filme que nos faz pensar em algumas questões da vida, em como existem pessoas obcecadas atrás de coisas que nem sempre são o que realmente importa na vida. Sei que parece simples falar isso, mas acredite não é procurando por aí todas as noites e se jogando em cima de qualquer um que você vai encontrar alguém especial. Meu conselho: Seja feliz primeiramente consigo mesmo, o resto com certeza vai acontecer naturalmente.

CURIOSIDADES:

1. O filme é baseado no livro How to be Single (2008), escrito por Liz Tuccillo.

2. A atriz Drew Barrymore chegou a ser cotada para dirigir o longa, mas acabou assinando apenas a produção.

3. O diretor Christian Ditter e a atriz Lily Collins trabalharam anteriormente em Simplesmente Acontece (2015).

TRAILER:

terça-feira, 21 de junho de 2016

Como Eu Era Antes de Você de Jojo Moyes

ISBN: 9788580573299
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2013
Edição: 1ª
Assunto: Drama
Classificação: 
Onde Comprar:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.


O livro em uma frase/pergunta:
Qual o real sentido da vida?

Bom Dia Leitores,

Hoje trago para vocês a resenha de um livro que estava ansiosa para ler. Eu conhecia esse livro já faz algum tempo,visto a repercussão que ele teve na blogosfera literária,mas com a vida corrida e a grana curta, fui deixando ele de lado,até que um certo dia o Marcelo me chamou para ver um trailer de um filme que ele achou que eu gostaria de ver, e o trailer era do livro. O que dizer me apaixonei novamente, e agora sabendo que o livro estava adaptado para as telonas e que sairia ainda esse ano, corri comprar meu exemplar e passei ele na frente da lista de livros aqui de casa, para conhecer a história antes de claro ir conferir no cinema. Posso falar que não me arrependi nada e hoje quero compartilhar com vocês minhas impressões dessa linda história da autora Jojo, Como eu era antes de você.

O prólogo do livro nos apresenta um rapaz rico que acaba sendo atropelado, e consequentemente sofrendo lesões que o tornam tetraplégico. 

Alguns anos depois, somos levados a uma cidadezinha turística do interior, mas precisamente ao café "The Buttered Bun", onde Louisa Clark trabalha há mais de seis anos. Ela está acostumada com o local e conhece todos os clientes como se fossem seus velhos amigos. Porém, tudo esta prestes a mudar, pois o chefe lhe chama a avisa que o café será fechado, a deixando sem emprego e sem rumo na vida. 

Não tendo qualificações ou estudo, ela acaba aceitando alguns "bicos" realmente complicados, pois ela é uma das fornecedoras financeiras da casa, e seus pais e irmã contam com o dinheiro que ela ganha para o sustento da família.

A moça acaba não se adaptando em nenhum outro lugar,aliás ela não consegue, pois trabalhar no café era tudo que ela queria da vida, e não se vê fazendo nenhuma outra coisa, que não servindo chá. Quando na agência de empregos, lhe é oferecida uma vaga como "cuidadora de deficiente", o salário é mais alto do que ela já ganhou, porém a garota não tem experiência com isso, mas por insistência de sua família e de seu namorado Patrick, ela acaba tentando a vaga.

Já imaginando mil coisas horríveis, ela vai para entrevista de emprego, em uma grande mansão, chegando lá ela imagina quem seria o "idoso" que precisaria de cuidados, mas fica sem chão ao conhecer Will  Traynor, um jovem de 35 anos, tetraplégico.

As coisas não poderiam ser piores, Louisa não sabe o que fazer e Will não tem a miníma vontade de lhe falar nada, os dias passam como um verdadeiro desastre, entre ela se adaptar e Will tentar aceitá-la, ela não entende o que tem de errado com sua maneira de ser, até descobrir o verdadeiro segredo da casa. A verdadeira razão dela ter sido contratada e que vai fazer ela mudar radicalmente sua forma de ver a vida.



MINHA OPINIÃO

Como eu era antes de você, foi um daqueles livros que eu não conseguia parar de ler até chegar ao final. E apesar de a vida estar corrida,como comentei, e sem tempo para quase nada, sempre guardava alguns minutinhos no final do dia para continuar acompanhando a história de Louisa e Will, me pegando torcendo para que pudessem ter um final feliz, ou algo próximo a isso.

A escrita da Jojo me agradou muito, ela é leve e dinâmica, e sem perceber me vi devorando o livro cada vez que o pegava na mão. Uma coisa de interessante que a autora poderia ter acrescentado era alguns capítulos na visão de Will, pois ele é um personagem bem fechado e misterioso, porém muito inteligente e experiente e fiquei me perguntando o que ele pensava durante alguns momentos.O que realmente se passa em sua cabeça? Mas, para complementar isso, posso falar que em alguns momentos acompanhamos outros personagens da trama, o que nos faz sair um pouco da cabeça de Louisa e ver a situação como um todo,o que achei muito agradável.

Uma coisa interessante que acabei percebendo é que o título desse livro é um grande spoiler, afinal o livro se chama "Como eu era antes de você", o que já nos faz pensar que alguém vai morrer. Até ai tudo bem, eu estava consciente disso e esperava que o mocinho não fosse passar muito tempo nessa vida, porém quando meu excelentíssimo noivo veio e me fez uma questão fiquei com a pulga atrás da orelha: E se não for ele que morre? E sim ela? Ai já fiquei imaginando mil e uma coisas, será que a autora seria tão louca assim? Isso realmente, seria uma reviravolta que eu não estaria esperando. Bom,se isso acontece ou não, não irei contar,afinal já temos o spoiler do título e você não precisam de outro certo? Mas é uma teoria interessante a se pensar não é?

Sobre os personagens, Louisa é aquela menina que ainda não cresceu, apesar de ter 26 anos, ela ainda mora com os pais, trabalha em um local há mais de seis anos e tem um namorado de adolescência, que é mais uma coisa comôda para ela do que realmente qualquer outra coisa. Ela não tem ambições na vida, não sabe o que quer, nem o que esperar do amanhã, e isso acho que foi o ponto chave de todo o livro. Afinal, sendo tão jovem e tendo uma vida pela frente, ela teria que ter sonhos e objetivos, ter um sentido para viver. E ao longo do livro, vamos vendo essa personagem amadurecer. Outra característica peculiar é a maneira dela se vestir e seu senso de humor, totalmente falante e de bem com a vida realmente é o oposto de Will. 

Will Traynor me chamou muita atenção, um homem inteligente, bem sucedido e rico, que adorava desfrutar da vida de todas as maneiras de uma hora para outra se vê preso em uma cadeira de rodas, sem poder se mexer e sendo totalmente dependente para fazer tudo. Um personagem taciturno, o qual eu gostaria de saber mais. 

Sobre a família de Lou, seu pai e sua mãe que estão sempre preocupados com o bem estar dos filhos, o avô que já não tem muita percepção da vida e sua irmã Treena, devo comentar aqui que na visão de Lou eu realmente cheguei achar essa personagem irritantemente perfeita, pois ela é o centro das atenções, porém temos um capítulo onde ela mostra sua visão das coisas e me arrisco dizer que eu prefiro ela do que a Lou, pois ela é mais determinada a conseguir o que deseja, fiquei imaginando se fosse ela ao invés de Lou cuidando do Will. Temos também os pais de Will, que tem suas histórias peculiares, que conseguimos enxergar como se fossem personagens da vida real. E não posso deixar de comentar sobre o Nat, o enfermeiro que cuida do Will, que achei totalmente demais, e fiquei curiosa para saber mais sobre ele também.

Um dos pontos importantes que a autora destacou nessa história foi: como é a vida de uma pessoa tetraplégica. Como eles ainda são discriminados pela sociedade, seja por pena ou desconforto das pessoas ao conversar com eles, conseguia me colocar na pele de Will ao sair de casa e ser visto na rua. Além disso, os serviços que oferecem para pessoas assim, como ainda são precários, e como é preciso diversos cuidados para um paciente nessa condição. Afinal, além do seu bem estar emocional, tem também seu bem estar físico,e isso foi interessante, pois fomos aprendendo junto a Louisa a cuidar de Will e do que ele precisava.

Concluindo, um livro muito lindo com grandes lições de vida. Lendo ele só posso dizer que penso como nossa vida é valiosa, como somos bem aventurados por ter saúde e podermos fazer o que desejarmos.Gratidão, por estar aqui e aproveitar o máximo que pudermos, esse seria meu recado final.

Trailer do Filme:
Como comentei acima o filme estreia nesse mês de Junho e estou curiosa para ver ele no cinema, e vocês?






SOBRE A AUTORA
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres, no Reino Unido. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, foi então que resolveu dedicar-se à escrita.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cinekriativa: Joy O nome do sucesso

Direção: David O. Russell
Roteiro: Annie Mumolo
Elenco: Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Robert De Niro, Édgar Ramírez, Dascha Polanco, Diane Ladd, Edmund Resendes, Elisabeth Röhm, Erica McDermott, Gia Gadsby, Isabella Rossellini.
Gênero: Biografia, Drama
Duração: 124 min.
Distribuidora: Fox Film
Ano: 2016
Classificação: 

O drama narra a história real da inventora Joy Mangano (Lawrence), mãe solteira de três filhos responsável pela criação do utensílio doméstico conhecido como “Magic Mop” (Esfregão Mágico) em 1990. Com o estouro de vendas, Joy começou a trabalhar no ramo comercial, registrando mais de 100 patentes, até se tornar apresentadora de um canal de compras e depois vender sua marca por um contrato milionário.

Edgar Ramirez (‘Livrai-nos do Mal’, ‘A Hora Mais Escura’) vive Tony Miranne, o primeiro marido de Joy e que conheceu a inventora quando ambos eram estudantes de negócios na Universidade Pace. O casal se divorciou posteriormente e Joy virou mãe solteira de três.



Bom Dia Leitores,

Hoje trago a resenha de um filme que me deixou um tanto o quanto curiosa desde que vi o trailer do mesmo. Gostamos muito de filmes baseado em fatos reais, e vendo que estrelando o mesmo estaria Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro, decidimos que com certeza valeria conhecer melhor essa história.



Joy é uma mulher como qualquer outra. Mãe solteira de três filhos, vive com sua família meio perturbada e cheia de problemas, sendo uma das únicas provedoras da família. Desde criança ela sempre teve grandes ideias criativas, porém o destino lhe reservava outras coisas. Casou-se cedo e teve filhos deixando sua imaginação de lado, se preocupando em trabalhar em qualquer lugar para conseguir sustentar seus filhos. 



Porém, um lampejo da antiga mulher ainda vive e em um certo dia ela decide deixar sua imaginação fluir e acaba fabricando um produto, o “Magic Mop” (Esfregão Mágico), um esfregão onde as mulheres não precisariam torcer com as próprias mãos. Joy se envolve na sua invenção e começa a arrecadar recursos para investir no mesmo. Porém, o caminho não é fácil, e ela terá que provar por A + B  que realmente foi feita para o mundo dos negócios.



Gostei muito desse filme, uma grande lição de vida, temos primeiramente uma família normal, cheia de problemas que luta para se sustentar, e dentro dela temos essa mulher, cheia de ideias e que quer algo mais da vida. Fiquei muito impressionada ao ver como esse mundo realmente funciona e como é preciso garra e coragem para enfrentar o mesmo.



A atuação da Jennifer não deixou nada a desejar e posso dizer que ela é uma das melhores atrizes atualmente em minha opinião. E também não tem como não comentar sobre Robert De Niro, que tem um papel bem relevante na história e que rouba a cena ao aparecer.


Fico imaginando quantas pessoas existem com essas mesmas ideias, tentando sair do chão, sem encontrar um rumo. Como o caminho é cheio de obstáculos, muitos deles não conseguem nem se imaginar conhecendo, mas com certeza vendo esse filme dá para perceber que depois de tudo a recompensa vale a pena. Recomendado!



CURIOSIDADES:

1. O longa é baseado em fatos reais. Joy Mangano se formou em administração de empresas e é a presidente da empresa President of Ingenious Designs. Ela já lançou mais de 100 invenções.

A verdadeira Joy
2. Lawrence, aos 24 anos, é a pessoa mais jovem a receber três indicações ao Oscar. Ela ganhou o Oscar de melhor atriz por ‘O Lado Bom da Vida‘, e foi indicada por ‘Inverno da Alma‘ e ‘Trapaça‘.

3. Joy: O nome do sucesso possui o lado de autoafirmação feminina, um pouco semelhante ao filme Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2000)

4. O roteiro foi escrito por Annie Mumolo (Missão Madrinha de Casamento) e revisado por Russell.

TRAILER:


terça-feira, 14 de junho de 2016

CineKriativa: Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Oi gente boa, aqui é o Marcelo, e hoje falarei das minhas impressões sobre o filme “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos”. A película é baseada em uma famosíssima franquia de jogos de estratégia para computador, desenvolvidos pela Blizzard Entertainment.


Em minha adolescência/adultescência eu joguei muito Warcraft, mas muito mesmo. Sou fissurado em jogos de estratégia, e este para mim é o suprassumo do gênero, empatado com a franquia Age of Empires. Então, quando fiquei sabendo que finalmente o filme sairia (faz 10 anos que estão falando na ideia, e nada), fiquei dividido. Por um lado, muito animado em ver o fantástico mundo de Warcraft nas telonas. Por outro lado, temeroso, pois historicamente os filmes baseados em games são fracassos. (R.I.P. Street Fighter)



Eis que sento minha magra bunda na poltrona do cinema, o filme começa e, para meu deleite, ficou incrível. Sério mesmo. A ambientação, as referências, as raças, o histórico bélico, as magias... tudo muito bem feito. Vi pela internet algumas críticas feitas por “críticos profissionais”. Os mesmos que tocaram o pau no Batman X Superman, tocaram o pau em Guerra Civil, tocaram o pau em X-men Apocalypse (que eu ainda não vi), chinelearam também o Warcraft. E eu gostei de todos. Quer saber de uma coisa? Senhores críticos, vão rachar uma lenha e parem de encher o saco!
O herói humano, Anduin Lothar


Mas voltando ao filme, caso alguém seja leigo e não conheça os jogos, a história trata de humanos e orcs. Os orcs vivem em uma dimensão paralela, mas seu mundo foi infectado e está morrendo, então seu feiticeiro, Gul'dan, abre um portal para o mundo dos humanos, com a ideia de se instalarem e colonizarem. Mas eles não combinaram isso com os humanos, e logo um conflito se estabelece entre as duas raças. Porém, a história não é tão simples a ponto de definirmos um lado como bom e outro como mau. Temos mocinhos e vilões dos dois lados.


O filme mostra os estilos de vida das duas raças, um pouco do dia-a-dia, e percebemos que, apesar de os orcs serem grandes, esverdeados e feios, não são tão diferentes assim dos humanos rosados de dentes pequenos.


No lado dos humanos, o protagonista é Anduin Lothar, comandante dos exércitos de Azeroth, interpretado pelo ator Travis Fimmel, o mesmo que representa o viking Ragnar Lothbrok no seriado “Vikings”. Eu particularmente adoro essa série, então para mim foi um pouco difícil separar os personagens, embora haja diferenças. Anduin é um pouco mais calmo e menos violento que Ragnar. E não faz as caras de louco que o líder viking exibe aos inimigos. Num geral o ator foi bem vivendo a pele do Leão de Azeroth.
O herói orc, Durotan, e seu bichinho


No lado dos orcs, temos o chefe guerreiro Durotan, líder do clã dos Lobos de Gelo, interpretado por Toby Kebbell. Claro que não dá pra ver a cara do ator, tem altas maquiagens e computação gráfica, mas as atitudes são dele, e o cara foi bem também. O líder orc, assim como muitos de sua raça, preza a honra em combate, e não concorda muito com os métodos de Gul'dan. Ele procura um futuro promissor para seu filho recém-nascido, e fará o que estiver ao seu alcance para garantir isso.
A heroína meio-a-meio, Garona


Temos também uma personagem marcante feminina, a meio-orc Garona, interpretada pela belíssima Paula Patton. Ela faz uma espécie de ponte entre as duas raças, pois por ser híbrida, é desprezada tanto por humanos quanto por orcs. E tem um papel importantíssimo no desenrolar dos fatos.


Ataque Kamikazi!
O filme adaptou muito bem a história do primeiro jogo, onde tínhamos basicamente apenas orcs e humanos. Vi já alguns comentários questionando a pouca participação ou ausência de outras raças presentes no jogo. A questão é que esse é o primeiro filme, e há todo um background a ser introduzido antes de jogar dez raças diferentes na porrada. Precisa haver esse início, para que haja motivo para a trama que segue. E, se for como nos jogos, tem muita coisa boa para ser explorada. Surgem novas raças no conflito, elfos, anões (essas duas já apareceram de relance no filme), trolls, goblins, mortos-vivos, elfos noturnos, taurinos, demônios, pandas...a diversidade é infinita. Mas isso nós só veremos se os filmes tiverem boa aceitação entre o público. Espero sinceramente que SIM!!!




Então é isso pessoal, quem não foi ao cinema ver ainda, e gosta daquele gênero fantasia/medival, esse é O FILME! Até a próxima pessoal! Pela Aliança! Pela Horda! Por mais filmes de Warcraft!
Marcelo Brinker

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Cinekriativa: Zootopia


Direção: Byron Howard, Rich Moore
Roteiro: Jared Bush, Phil Johnston
Ano: 2016
Duração: 108 min.
Gênero:Animação, Aventura, Comédia
Classificação

Judy Hopps é a pequena coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há décadas. Mas ela tem sonhos maiores: pretende se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, na intenção de se tornar a primeira coelha policial. 
Judy enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, mas conta com a ajuda inesperada da raposa Nick Wilde, conhecida por sua malícia e suas infrações. A inesperada dupla se dedica à busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade.


Bom Dia Leitores,

Fomos assistir a essa animação no cinema, primeiro porque adoramos desenho, segundo porque parecia ser muito divertida, e com certeza não nos arrependemos em nada, pois é uma história muito legal mesmo.



Zootopia conta a história da coelhinha Judy, que mora no interior, seus pais são agricultores por anos, e eles esperam que a filha siga a profissão, porém Judy tem sonhos bem maiores, ela deseja ser Policial, e para isso quer se mudar para Zootopia, a grande capital, onde todos animais vivem em harmonia. 

Seguindo seu sonho Judy passa por várias provas, até conseguir seu diploma e é transferida para grande cidade, porém ao entrar na delegacia ela percebe que é a única coelha, e mais, a única que não é carnívora no meio de todos os animais. 


O chefe policial não confia nela, então a deixa cuidando do trânsito na rua distribuindo multas, porém não era com isso exatamente com que ela sonhava. Até se deparar com um caso bem peculiar, uma lontra está desaparecida e sua esposa pede encarecidamente para alguém ajudar a encontrá-la, sem pestanejar Judy se oferece para o emprego, mal ela pode saber que se envolverá em uma grande rede de tramas e intrigas que esta prestes a acabar com a harmonia de toda a cidade.



Zootopia é um filme muito "bonitinho", temos nele grandes lições de coragem e de como devemos seguir nossos sonhos. A coelhinha Judy e a raposa Nick com certeza dão um show a parte. E a cidade Zootopia nos traz vários animais e foi muito legal saber como cada um exerce suas funções.



Dou destaque ao serviço público, onde todos que trabalham por lá são "Preguiças", sim exatamente isso.



Além disso, temos um clube natural, onde uma elefante dá aula de Yoga, doninhas que são chefe de máfia e muito mais, com certeza vale uma assistida.



CURIOSIDADES

1. Na animação Operação Big Hero (2014) há uma cena em que aparece o pôster de Zootopia.

2. O filme é produzido por John Lasseter diretor de várias animações como as das franquias Carros e Toy Story.

3. A cantora colombiana Shakira dubla Gazelle, uma estrela do pop da cidade animal de Zootopia.



4. A canção original "Try Everything", foi escrita pela compositora Sia.

5. O jornalista Ricardo Boechat dubla a onça pintada Boi Chá, que apresenta um telejornal.

TRAILER:

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Jogador Número 1 - Ernest Cline

Hello people, how are you? Aqui é o Marcelo (treinando um pouco o inglês) para uma nova resenha. Minha última leitura foi “O Jogador Número 1”, de Ernest Cline. Fazia já ANOS que eu tava de olho nesse livro, sem exagero. Desde a primeira vez em que li a sinopse me interessei, mas sabe como é né, tem livro que é vendido a preço de ouro, então esperei uma das queridas promoções de internet, mas demorou pra sair essa promoção hein...


Na história conhecemos Wade Watts, um jovem usuário do OASIS. O que é o OASIS? É um sistema de imersão virtual, tipo os MMORPG's (pra quem não sabe, a sigla é de Massive Multiplayer Online Role Playing Games, ou RPG's pra jogar de galera na internet). Mas a diferença é que o OASIS é jogado por praticamente TODO O MUNDO. Isso mesmo, ali na história não tem muito essa coisa de “rpg é coisa de nerd”. Todo mundo joga, tem empregos inclusive no mundo virtual, as escolas são no mundo virtual, tudo gira em torno dele.


O tal OASIS foi criado por um gênio da programação e computação, chamado James Halliday. Infelizmente o glorioso Halliday já começa morto na história, mas deixa um legado. Uma mensagem automática para todos os usuários do OASIS, avisando que ele escondeu um “easter egg”, literalmente um ovo, dentro do sistema, e quem encontrá-lo herdará toda sua fortuna.


Imaginem alguém rico como o Bill Gates. Agora coloquem isso na décima potência. Esta é a fortuna de Halliday. Quem não iria querer né? Só tem um probleminha. O universo do sistema OASIS, é literalmente um UNIVERSO. Ele tem planetas, galáxias, sistemas solares, e cópias e cópias dos mesmos. Então como achar um ovo no universo?


A mensagem secreta de Halliday disparou uma nova era no OASIS, a era dos Caça-ovos. Usuários do mundo todo começaram a estudar todos os gostos do inventor do sistema, desde criança, todas suas entrevistas, todos seus programas, tudo sobre ele, para tentar descobrir onde foi escondido o tal “ovo da fortuna”.


Para achar o Ovo, foi deixada uma charada, que leva a uma chave, de bronze. Esta chave abre o primeiro portão, então surge uma nova charada, para uma segunda chave, que abre o segundo portão, e então outra charada, para a terceira chave, que abre o portão final, para enfim alcançar o prêmio.


Após alguns anos, ninguém encontrou sequer a primeira chave. Até que o protagonista, Wade, ou melhor, Parzival, seu avatar no OASIS, a encontra. E seu nome desponta no topo do placar mundial.


Logo depois seus "amigos" e concorrentes, Art3mis e Aech também conseguem a chave!


Como eu sempre gosto de dizer, “Está instalado o caos!!!”. Pessoas começam a ir atrás dele, querendo informações, e estão dispostas a tudo para isso, até mesmo matá-lo, na vida virtual e na vida real!
Ernest Cline mandando um "olhar 43"


Eu particularmente ADOREI o livro porque, dentre os tais gostos do inventor do OASIS, estão toneladas de informações relacionadas aos anos 80. Filmes, músicas, games de atari (que foi o meu primeiro videogame), e ele inseriu esses gostos e preferências nas sua criação, nos planetas do OASIS, então pra quem nasceu naquela época, o livro se torna um convite à nostalgia. E pra quem não nasceu, vale a pena pra conhecer um pouco mais dos míticos anos 80!



E tenho uma novidade quentinha sobre a história! (para mim é novidade, já se sabe isso desde setembro de 2015, mas dane-se, deixem eu ser feliz e achar que é recente!) Eu estava pesquisando no google a imagem de capa do livro para colocar aqui na resenha, e tive a agradável surpresa de descobrir que haverá filme baseado no livro!!! A estreia é prevista para dezembro de 2017, e será dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg! Fiquei muito animado com isso, eu realmente curti esse livro!


É isso gente, não quero dar muito spoiler, mas fazia tempo que eu não tinha uma leitura tão gostosa. Não tenho tido muito tempo pra ler, mas esse foi aquele tipo de livro que te faz brigar com o sono pra ler mais um capítulo! Simplesmente fantástica a história! Até a próxima gente!
Marcelo Brinker