Puxe uma cadeira e sente. Melhor: vá para a cama, ajeite os travesseiros e recoste com toda calma.
Elimine a pressa, os pensamentos velozes: não quero isso. Se tiver coragem, encomende um caixão, deite nele, entre velas e suspiros. Respire fundo. Não, não morra. Não ainda. Prevejo uma vida muito longa para você. Por que o caixão? Porque não quero pressa. Quero que você deixe até a morte de lado, ou dentro, ou com você. Quero seus olhos só para mim, minha é agora sua atenção, sua vida me pertence. Mas não utilize como parâmetros o meu longe-perto-longo-curto, porque meu tempo é outro.
Corpos para um vitral é uma coletânea de contos que convida-o a enveredar pelo mundo das palavras, do significado, da compreensão.
Bom Dua Leitores,
Trago hoje para vocês a resenha do livro da querida amiga Ana Julia Poleto. Conheci ela em uma das oficinas de escrita que realizei no ano passado, e ficamos amigas compartilhando algumas ideias.Tive o prazer de ler o livro dela "Corpos para um Vitral" e hoje trago minha opinião para vocês.
Primeiro devo comentar que o livro da Ana Julia, não é um livro como esses que estamos acostumados a ler. Ele não tem um roteiro de início, meio e fim, e uma história fixa. Eu o categorizo como aqueles livros que realmente te fazem pensar, onde cada parágrafo deve ser degustado de forma lenta e com atenção, para que as palavras façam sentido e realmente alcancem seu propósito.
No livro somos apresentados a uma personagem especial, e em cada capítulo a reencontramos. Ela pede nossa companhia para que possamos ajudá-la a encontrar as suas "peças", peças de um quebra-cabeça desmontado, e para isso somos levados a cada capítulo do livro, onde são tratados os mais diversos temas que nos fazem pensar sobre o sentido de várias coisas.
A parte que mais me chamou atenção foi quando ela nos apresenta a formula "NOS" p=d+e+1, ou seja, perfeição = dizer + entender + 1. Se pararmos para pensar a fundo nessa fórmula podemos relacionar vários acontecimentos de nossa vida.
Quantas vezes falamos coisas sem sentido para as pessoas e nos arrependemos depois?
Quantas vezes entendemos o que bem queremos sem que isso seja realmente a verdade?
Isso tudo sempre causa muita briga e transtornos.
Essa parte realmente me marcou e achei muito inteligente da autora nos expor isso.
Além disso, é claro temos outras divagações filosóficas que nos fazem pensar na vida e no seu verdadeiro sentido.
Um livro que deve ser lido por todos e acima de tudo apreciado.
Recomendo!
SOBRE A AUTORA
Nascida em 25 de julho de 1975, Mestre em Teoria Literária pela UFSC, ANA JÚLIA POLETTO sempre foi apaixonada pela escrita. Se existe algum mundo em que acredita, este é o da Literatura. Publicou Em dois tempos, livro de poesia a quatro mãos com Maria Eugênia Nithael Poletto; e, a várias mãos, Os mandamentos do Não, coletânea de contos desenvolvidos na Oficina Literária ministrada por José Clemente Pozenato. Atualmente é funcionária pública.
Alice (Dakota Johnson) acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra metade. Para sua sorte, ela tem uma animada amiga (Rebel Wilson) especialista na vida noturna de Nova York, que passa a ensiná-la como ser solteira.
Hoje trago a resenha de um filme muito divertido que estreou esse mês nos cinemas. Gostamos muito de comédias românticas e estávamos afim de dar boas risadas então o filme serviu a seu propósito.
Em Como ser Solteira acompanhamos a vida de quatro mulheres que tem uma coisa em comum, estão passando pela fase de solterice.
Alice, a protagonista principal, está em um relacionamento de muitos anos, porém sente que deixou passar alguma coisa importante na sua vida, então decide "pedir um tempo" para seu namorado. Ele não gosta muito dessa decisão, afinal já está acostumado com ela. Porém, ela insiste, pois está curiosa sobre a vida de solteira.
A irmã de Alice, Meg, é uma médica bem sucedida, porém não possui nenhum relacionamento. Ela é ginecologista e vive trazendo bebês ao mundo, e claro que um deles teria que mexer com seu instinto maternal, ela quer ser mãe! Mas como poderá fazer isso sozinha?
Alice se muda para o apartamento da irmã em Nova York e começa a trabalhar em um escritório de advocacia onde conhece a amiga, Robin, que é uma especialista em vida noturna. Se tem alguém que sabe como ser solteira é ela. E ela pretende ensinar todos as artimanhas para Alice.
Começando por um dos famosos bar da cidade, onde conhecem Tom, um solteirão convicto que não quer saber de namoro, e sabe o que falar para as mulheres ficarem a seus pés, ou pelo menos acha isso. Lucy é vizinha de Tom, muito inteligente, bolou um algoritmo onde ela pretende achar o parceiro perfeito em um chat de relacionamento, mas para isso ela precisa de internet, e bem acaba "roubando" a internet de Tom para isso, frequentando seu bar e escutando os "conselhos amorosos" do mesmo.
Quatro mulheres bem diferentes, cada uma vivendo ao seu modo e tentando descobrir o que as faz feliz.
Achei esse filme muito interessante temos vários pontos de vista em relação aos relacionamentos, mas então, é bom ser solteiro ou não é?
No meu ponto de vista, depende da situação. Existe os prós e contras da vida de solteiro, e isso para mim está ligado ao que a pessoa quer viver no momento. Se você quer fazer festa, não dar explicações para ninguém e aproveitar o que a noite tem a oferecer, bom a "solterice" é uma boa pedida. Porém, se você quer alguém para te acompanhar e um colchão quente a noite, talvez esteja na hora de se acomodar. Porém, acima disso tudo, acredito fielmente que o que realmente vale é a pessoa estar de bem consigo mesmo. Não é uma pessoa que vai te fazer feliz, é você mesmo. Como tentamos encontrar sempre a felicidade e perfeição no outro, se nem encontramos em nós mesmos para começo de conversa?
Voltando um pouco ao filme, não gostei muito da Dakota no filme, talvez ela tenha me lembrado muito de uma Srta Steel de outro filme, porque o personagem é idiota igual. Muito insegura em relação a si, sem saber o que quer, abrindo as perninhas para o primeiro que mostra os dentes, sinceramente tive vontade de surrar ela e perguntar "o que você está fazendo???". Já sua irmã, Meg é um personagem mais interessante,decidida do que quer, ela não mede esforços para conseguir, e se o relacionamento chegar ele será apenas um "complemento" para sua felicidade. Lucy, acredito ter sido um personagem meio maluco, ela vem nos mostrar que o amor pode estar nos lugares que menos esperamos. Mas devo confessar que meu troféu "joinha" vai para Robin, com certeza, ela é a responsável por várias risadas no filme, e realmente guarda várias surpresas, não tem como não se divertir e dar risadas com suas aparições.
É um bom filme que nos faz pensar em algumas questões da vida, em como existem pessoas obcecadas atrás de coisas que nem sempre são o que realmente importa na vida. Sei que parece simples falar isso, mas acredite não é procurando por aí todas as noites e se jogando em cima de qualquer um que você vai encontrar alguém especial. Meu conselho: Seja feliz primeiramente consigo mesmo, o resto com certeza vai acontecer naturalmente.
CURIOSIDADES:
1. O filme é baseado no livro How to be Single (2008), escrito por Liz Tuccillo.
2. A atriz Drew Barrymore chegou a ser cotada para dirigir o longa, mas acabou assinando apenas a produção.
3. O diretor Christian Ditter e a atriz Lily Collins trabalharam anteriormente em Simplesmente Acontece (2015).
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.
O livro em uma frase/pergunta:
Qual o real sentido da vida?
Bom Dia Leitores,
Hoje trago para vocês a resenha de um livro que estava ansiosa para ler. Eu conhecia esse livro já faz algum tempo,visto a repercussão que ele teve na blogosfera literária,mas com a vida corrida e a grana curta, fui deixando ele de lado,até que um certo dia o Marcelo me chamou para ver um trailer de um filme que ele achou que eu gostaria de ver, e o trailer era do livro. O que dizer me apaixonei novamente, e agora sabendo que o livro estava adaptado para as telonas e que sairia ainda esse ano, corri comprar meu exemplar e passei ele na frente da lista de livros aqui de casa, para conhecer a história antes de claro ir conferir no cinema. Posso falar que não me arrependi nada e hoje quero compartilhar com vocês minhas impressões dessa linda história da autora Jojo, Como eu era antes de você.
O prólogo do livro nos apresenta um rapaz rico que acaba sendo atropelado, e consequentemente sofrendo lesões que o tornam tetraplégico.
Alguns anos depois, somos levados a uma cidadezinha turística do interior, mas precisamente ao café "The Buttered Bun", onde Louisa Clark trabalha há mais de seis anos. Ela está acostumada com o local e conhece todos os clientes como se fossem seus velhos amigos. Porém, tudo esta prestes a mudar, pois o chefe lhe chama a avisa que o café será fechado, a deixando sem emprego e sem rumo na vida.
Não tendo qualificações ou estudo, ela acaba aceitando alguns "bicos" realmente complicados, pois ela é uma das fornecedoras financeiras da casa, e seus pais e irmã contam com o dinheiro que ela ganha para o sustento da família.
A moça acaba não se adaptando em nenhum outro lugar,aliás ela não consegue, pois trabalhar no café era tudo que ela queria da vida, e não se vê fazendo nenhuma outra coisa, que não servindo chá. Quando na agência de empregos, lhe é oferecida uma vaga como "cuidadora de deficiente", o salário é mais alto do que ela já ganhou, porém a garota não tem experiência com isso, mas por insistência de sua família e de seu namorado Patrick, ela acaba tentando a vaga.
Já imaginando mil coisas horríveis, ela vai para entrevista de emprego, em uma grande mansão, chegando lá ela imagina quem seria o "idoso" que precisaria de cuidados, mas fica sem chão ao conhecer Will Traynor, um jovem de 35 anos, tetraplégico.
As coisas não poderiam ser piores, Louisa não sabe o que fazer e Will não tem a miníma vontade de lhe falar nada, os dias passam como um verdadeiro desastre, entre ela se adaptar e Will tentar aceitá-la, ela não entende o que tem de errado com sua maneira de ser, até descobrir o verdadeiro segredo da casa. A verdadeira razão dela ter sido contratada e que vai fazer ela mudar radicalmente sua forma de ver a vida.
MINHA OPINIÃO
Como eu era antes de você, foi um daqueles livros que eu não conseguia parar de ler até chegar ao final. E apesar de a vida estar corrida,como comentei, e sem tempo para quase nada, sempre guardava alguns minutinhos no final do dia para continuar acompanhando a história de Louisa e Will, me pegando torcendo para que pudessem ter um final feliz, ou algo próximo a isso.
A escrita da Jojo me agradou muito, ela é leve e dinâmica, e sem perceber me vi devorando o livro cada vez que o pegava na mão. Uma coisa de interessante que a autora poderia ter acrescentado era alguns capítulos na visão de Will, pois ele é um personagem bem fechado e misterioso, porém muito inteligente e experiente e fiquei me perguntando o que ele pensava durante alguns momentos.O que realmente se passa em sua cabeça? Mas, para complementar isso, posso falar que em alguns momentos acompanhamos outros personagens da trama, o que nos faz sair um pouco da cabeça de Louisa e ver a situação como um todo,o que achei muito agradável.
Uma coisa interessante que acabei percebendo é que o título desse livro é um grande spoiler, afinal o livro se chama "Como eu era antes de você", o que já nos faz pensar que alguém vai morrer. Até ai tudo bem, eu estava consciente disso e esperava que o mocinho não fosse passar muito tempo nessa vida, porém quando meu excelentíssimo noivo veio e me fez uma questão fiquei com a pulga atrás da orelha: E se não for ele que morre? E sim ela? Ai já fiquei imaginando mil e uma coisas, será que a autora seria tão louca assim? Isso realmente, seria uma reviravolta que eu não estaria esperando. Bom,se isso acontece ou não, não irei contar,afinal já temos o spoiler do título e você não precisam de outro certo? Mas é uma teoria interessante a se pensar não é?
Sobre os personagens, Louisa é aquela menina que ainda não cresceu, apesar de ter 26 anos, ela ainda mora com os pais, trabalha em um local há mais de seis anos e tem um namorado de adolescência, que é mais uma coisa comôda para ela do que realmente qualquer outra coisa. Ela não tem ambições na vida, não sabe o que quer, nem o que esperar do amanhã, e isso acho que foi o ponto chave de todo o livro. Afinal, sendo tão jovem e tendo uma vida pela frente, ela teria que ter sonhos e objetivos, ter um sentido para viver. E ao longo do livro, vamos vendo essa personagem amadurecer. Outra característica peculiar é a maneira dela se vestir e seu senso de humor, totalmente falante e de bem com a vida realmente é o oposto de Will.
Will Traynor me chamou muita atenção, um homem inteligente, bem sucedido e rico, que adorava desfrutar da vida de todas as maneiras de uma hora para outra se vê preso em uma cadeira de rodas, sem poder se mexer e sendo totalmente dependente para fazer tudo. Um personagem taciturno, o qual eu gostaria de saber mais.
Sobre a família de Lou, seu pai e sua mãe que estão sempre preocupados com o bem estar dos filhos, o avô que já não tem muita percepção da vida e sua irmã Treena, devo comentar aqui que na visão de Lou eu realmente cheguei achar essa personagem irritantemente perfeita, pois ela é o centro das atenções, porém temos um capítulo onde ela mostra sua visão das coisas e me arrisco dizer que eu prefiro ela do que a Lou, pois ela é mais determinada a conseguir o que deseja, fiquei imaginando se fosse ela ao invés de Lou cuidando do Will. Temos também os pais de Will, que tem suas histórias peculiares, que conseguimos enxergar como se fossem personagens da vida real. E não posso deixar de comentar sobre o Nat, o enfermeiro que cuida do Will, que achei totalmente demais, e fiquei curiosa para saber mais sobre ele também.
Um dos pontos importantes que a autora destacou nessa história foi: como é a vida de uma pessoa tetraplégica. Como eles ainda são discriminados pela sociedade, seja por pena ou desconforto das pessoas ao conversar com eles, conseguia me colocar na pele de Will ao sair de casa e ser visto na rua. Além disso, os serviços que oferecem para pessoas assim, como ainda são precários, e como é preciso diversos cuidados para um paciente nessa condição. Afinal, além do seu bem estar emocional, tem também seu bem estar físico,e isso foi interessante, pois fomos aprendendo junto a Louisa a cuidar de Will e do que ele precisava.
Concluindo, um livro muito lindo com grandes lições de vida. Lendo ele só posso dizer que penso como nossa vida é valiosa, como somos bem aventurados por ter saúde e podermos fazer o que desejarmos.Gratidão, por estar aqui e aproveitar o máximo que pudermos, esse seria meu recado final.
Trailer do Filme:
Como comentei acima o filme estreia nesse mês de Junho e estou curiosa para ver ele no cinema, e vocês?
SOBRE A AUTORA
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres, no Reino Unido. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, foi então que resolveu dedicar-se à escrita.